segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A festa pode ser lá em casa

Salão de festas repaginado, o espaço gourmet vem sendo bem utilizado nos condomínios
André Rodrigues/ Gazeta do Povo / No prédio da empresária Márcia Vieira, o espaço gourmet é uma das áreas preferidas dos moradores
No prédio da empresária Márcia Vieira, o espaço gourmet é uma das áreas preferidas dos moradores


Vai reunir os amigos ou comemorar uma data especial? Nos empreendimentos mais novos, o tradicional salão de festas deu lugar a um novo ambiente, agora chamado de espaço gourmet. A diferença entre os dois vai além do acabamento.
Enquanto o salão de festas é mais básico, o espaço gourmet tem decoração sofisticada, mobiliário completo, equipamentos e arquitetura adequada às atividades sociais em torno da gastronomia, hábito que vem conquistando os brasileiros.
Em vez de ir até restaurantes e muitas vezes enfrentar filas, os moradores de edifícios com espaço gourmet desfrutam da culinária preparada pelos próprios condôminos, por amigos ou chefs contratados. Cientes dessa tendência, construtoras e incorporadoras vendem os lançamentos que têm ambiente gourmet como um diferencial importante, que agrega qualidade ao imóvel. Em geral, esses ambientes são entregues totalmente equipados, com itens de cozinha e alguns acessórios para facilitar o preparo de diversos pratos.
Equipados
“Os apartamentos mais novos têm áreas privativas menores, mas em compensação, ganharam boas áreas de lazer externas”, comenta Fernando Galvão, presidente da Rede Imóveis, que agrega 13 imobiliárias de Curitiba. “Dentro das áreas comuns, um dos principais ambientes é o espaço gourmet, que vem completo e costuma ser muito bonito e moderno”, observa.
Bruno Teodoro, gerente regional da construtora Rossi, diz que os ambientes gourmet são aconchegantes e práticos. “Trazem itens essenciais para a cozinha contemporânea, como forno de pizza, fogão em ilha e cozinha americana. A arquitetura e os equipamentos permitem a quem está cozinhando ficar próximo de seus convidados”, explica.
Praticidade
Receber convidados em um local agradável sem perder a privacidade é uma das vantagens. “A moradia do anfitrião fica resguardada. Para fazer uma festa, o incômodo é muito menor”, diz Fernando Galvão. Ele lembra os salões de festa de prédios mais antigos não possuem toda a infraestrutura que o espaço gourmet oferece.
Condôminos vêem o espaço gourmet como essencial na vida contemporânea por ser prático e útil. “Os síndicos dos empreendimentos da Rossi comentam que a frequên­cia de utilização do espaço é grande e a lista de reservas costuma ficar cheia. Os moradores economizam tempo e reduzem custos com serviços que antes eram disponíveis somente fora do condomínio”, comenta Bruno Teodoro.
Opção
Confortável e equipado, espaço tem agenda concorrida
O espaço gourmet é o local mais usado do condomínio de Márcia Amaral Vieira. O ambiente recebe eventos três vezes por semana, no mínimo. “Temos quatro salões de festa no prédio, mas o espaço gourmet é mais completo”, diz a empresária curitibana. “É bonito e aconchegante, com muitos utensílios”, acrescenta.
Márcia usa o espaço pelo menos uma vez por mês. A área tem capacidade para cerca de trinta pessoas e o condomínio, como a maioria dos prédios, oferece a facilidade de pagar pela limpeza e organização do espaço. “É sempre nossa primeira opção na hora de organizar eventos da família e do trabalho”, diz a empresária. Ela observa que fazer festa dentro do condomínio é, também, uma opção mais segura.

Fonte: Gazeta do Povo 

Luxo exclusivo: forte marítimo do século XIX é transformado em hotel na Inglaterra

O Spitbank Fort possui apenas oito quartos, decorados com padrão cinco estrelas


Construídos na segunda metade do século XIX, durante o reinado de Henrique VIII, os fortes Spitbank, Horse Sand e No Man's Land tinham um importante propósito, impedir os avanços militares do francês Napoleão III à Inglaterra. As construções ficam no mar de Portsmouth, um importante porto naval, mas nunca foram efetivamente utilizadas para fins militares. Spitbank, o menor deles, foi transformado em um hotel de luxo.
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Vista aérea do hotel

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Quarto Cunningham

O hotel, inaugurado em maio de 2012, é bastante exclusivo e possui somente oito quartos de casal, todos com vista para o mar e decorados com padrão cinco estrelas. Em seu topo, encontram-se dois deques, piscina, sauna, entre outras facilidades. A decoração do hotel, de forma geral, é temática e remete ao período Vitoriano. 
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Deque do Spitbank Fort

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Bar do hotel

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O Spitbank hotel fica a 15 minutos de barco da costa

O Spitbank fica a 15 minutos de barco do porto, e sua diária custa £ 350 por pessoa (cerca de R$ 1.300). O hotel também pode ser alugado para eventos particulares de até 50 convidados. 
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Piscina no deque do hotel

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Suíte Churchill

Imóvel na planta esconde taxas abusivas, mostra pesquisa

Levantamento do Idec mostra que oito das dez maiores construtoras de imóveis residenciais do páis cobram taxas abusivas como a SATI


Estande de vendas
Estande de vendas: Imóveis na planta podem esconder "pegadinhas", como taxas que limitam o poder de escolha do consumidor

 Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em julho constatou que oito das dez maiores construtoras brasileiras ainda tentam cobrar dos clientes taxas que podem ser consideradas abusivas na hora da venda de um imóvel na planta. De acordo com o Idec, a taxa mais comumente cobrada é a de Serviço de Assistência Técnica Imobiliária (SATI), que sob certas circunstâncias, pode ser considerada abusiva.

Segundo a pesquisa, GafisaEvenCyrelaRossi e Toledo Ferrari cobram a SATI, taxa destinada a custear assistência jurídica no ato da assinatura do contrato; MRV cobra uma taxa de 190 reais para a confecção do contrato e outra de 900 reais para a construtora “levar o cliente até o banco”, em caso de financiamento; Direcional Engenharia cobra taxa de corretagem; e a Bueno Netto cobra uma taxa de 1.550 reais para despesas com cartório, sendo que o corretor não soube dar detalhes sobre a natureza da taxa. Brookfield e Plaenge, que também foram incluídas no levantamento, não tiveram registro de nenhuma cobrança abusiva.
Os pesquisadores do Idec procuraram apartamentos ofertados por essas dez empresas, consideradas as maiores construtoras de imóveis residenciais pelo ITC, consultoria especializada em mercado imobiliário. Os contatos se deram por meio de visitas aos estandes de vendas, contato telefônico ou atendimento online.
Como em geral os corretores só mencionam a SATI quando o negócio está prestes a ser fechado, foi-lhes perguntado se haveria cobranças além do valor do próprio imóvel, e se elas seriam obrigatórias ou facultativas. Se fosse dito que eram obrigatórias, o corretor era questionado, para se verificar se ele mudaria o discurso.
Taxa SATI não pode ser obrigatória
A SATI costuma ser de 0,88% do valor do imóvel. Isto significa que para um imóvel de 300 mil reais, a SATI sai em torno de 2.600 reais. Segundo o advogado Leonardo Adriano Ribeiro Dias, sócio da Turci Advogados, a taxa SATI em si não é ilegal. O que pode levá-la a ser considerada abusiva é sua eventual cobrança obrigatória.
“A rigor, o comprador pode sim contratar uma pessoa para assessorá-lo na confecção do contrato e para acompanhamento na assinatura. O que é questionável é o fato de as construtoras não darem a opção de não contratação do serviço, nem a oportunidade de se contratar outro prestador de serviço, não ligado à construtora” diz Dias.
A taxa SATI, portanto, não deve ser imposta, uma vez que deveria ser opção do cliente contratar assessoria jurídica ou não. E ainda que ele optasse por contratá-la, deveria ter a alternativa de escolher o profissional que iria prestá-la. Afinal, conforme pontua Leonardo Dias, o profissional ligado à própria construtora não é isento. “Há uma parcialidade do profissional, que atende aos interesses da construtora e não do comprador”, diz.
O maior problema, porém, é que o serviço pode nem ser prestado. Segundo Dias, o prestador do serviço basicamente preenche o contrato para o cliente, pois como o contrato é padrão, nem há muita abertura para se discutir as cláusulas. “A jurisprudência já reconheceu que, em muitos casos, há violação do dever de informar, porque o contrato não contém informações sobre a SATI”, explica o advogado.
Os motivos citados por Dias são os mesmos citados pelo Idec para considerar a taxa SATI como cobrança abusiva. As cinco construtoras que cobram taxa SATI, segundo a pesquisa do Idec, apresentaram-na como obrigatória. Após serem questionados, corretores de Gafisa, Even, Rossi e Toledo Ferrari disseram que a taxa era “negociável”; já na Cyrela, o corretor disse que a taxa cairia para mil reais.
Outras cobranças indevidas foram verificadas
Segundo Leonardo Dias, da Turci Advogados, o comprador deve verificar a natureza e a função de cada taxa que a construtora queira cobrar, para saber se ela pode ser considerada abusiva. Ele explica que se o comprador vai até o estande de venda, não deve haver cobrança de corretagem, de acordo com jurisprudência já existente. “Considera-se que, nesse caso, o comprador foi diretamente ao vendedor, sem intermediários. Mas essa visão não é unânime”, explica.
A taxa de confecção de contrato, que normalmente está inclusa na SATI, também é questionável, pois o contrato é padrão. De acordo com Dias, essa despesa é inerente à atividade da construtora e deveria já estar incluída em seus custos.
Em relação a cobrar para “levar o cliente até o banco”, o advogado esclarece que isso provavelmente tem a ver com o fato de as construtoras terem acordos com bancos para o financiamento de seus clientes. Assim, se o cliente opta por financiar em outro banco, a construtora cobraria uma taxa por isso, explica Dias. “Do meu ponto de vista, isso também é questionável, pois a empresa estaria cerceando o consumidor de optar por outro serviço”, diz.
No caso das taxas cartorárias, o consumidor deve ser esclarecido exatamente sobre o que está sendo cobrado, se despesas de sua responsabilidade – como registro e escritura da unidade –, ou se despesas da construtora – como o registro da obra.
O Idec orienta os consumidores a não aceitarem pagar a taxa SATI ou eventuais contrapropostas feitas pelos corretores. Caso taxas abusivas já tenham sido pagas, sempre existe a possibilidade de recorrer à Justiça para reavê-las, lembrando que isso implica custos e alguma dor de cabeça. Mas são boas as chances de êxito.
Outro lado
Em nota, a MRV Engenharia diz que “entende que não há qualquer cobrança abusiva prevista nas cláusulas contratuais convencionadas com seus consumidores.”
A Even informa que a taxa SATI “é uma taxa opcional, cobrada diretamente pelas imobiliárias responsáveis por intermediar a comercialização dos imóveis.”
A Rossi diz, em nota, que a cobrança da taxa SATI é facultativa e que a opção por não contratar o serviço não impede a aquisição do imóvel.
A nota da Bueno Netto diz: “A atenção ao cliente em todos os detalhes é responsável pelo sucesso de vendas dos imóveis Bueno Netto. O nível de atendimento exigido demanda estarmos capacitados para lhes oferecer serviços agregados, como de avaliação de crédito e de contrato, sendo certo que tais serviços são minuciosamente esclarecidos ao consumidor antes de sua contratação. A comodidade é utilizada pela grande maioria dos clientes que investem nos empreendimentos de alto padrão que construímos.”
Gafisa e Cyrela disseram que não iam se pronunciar a respeito da pesquisa do Idec. Já Direcional Engenharia e Toledo Ferrari ainda não haviam respondido até o momento de publicação desta matéria.

Fonte: Exame

Como decidir entre comprar imóvel à vista ou financiado

Conheça os prós e contras de cada opção e veja o que levar em conta ao se planejar para comprar a casa própria


Família em sua casa nova
Família na casa nova: dar uma gorda entrada e financiar o restante é a dica dos especialistas
São Paulo – Ainda que já tenham sido bem mais altos, os juros no Brasil ainda pesam muito no bolso de quem contrai um financiamento. A dúvida entre financiar ou juntar dinheiro para pagar bem mais barato à vista é frequente, e quando se trata da compra de um imóvel, a ideia de pagar quase o dobro do bem ao financiar estremece ainda mais. Você sabe o que levar em conta para tomar essa decisão?
Segundo Fábio Gallo Garcia, professor de finanças da FGV-SP, do ponto de vista financeiro, poupar para pagar à vista é sempre melhor do que financiar e pagar juros. “Não há cálculo financeiro que desminta isso”, diz o professor. Isso pelo simples fato de que, no primeiro caso, você recebe juros e paga bem menos pelo bem. O problema é que nem só de teoria financeira vive o homem.
Imóveis são bens de alto valor, e poupar para comprá-los à vista pode ser muito demorado. Por isso, a sugestão dos especialistas é fazer um híbrido de poupança com financiamento. Ou seja, poupar com inteligência para dar uma gorda entrada e financiar o restante.
Por um lado, os imóveis nas principais cidades brasileiras estão caros para a maioria das pessoas, pois se valorizaram muito nos últimos anos. Embora muitos falem em bolha imobiliária, a percepção geral do mercado é de que os imóveis continuarão se valorizando, só que modestamente. Assim, não só a formação de poupança para comprar à vista levaria muito tempo, como o poupador teria que correr atrás das eventuais altas de preços.
Por outro lado, por mais baixos que sejam em comparação a outras linhas de crédito, os juros do financiamento imobiliário no Brasil ainda são altos. O valor total da compra será de quase o dobro do preço do imóvel. Em simulação feita a pedido de EXAME.com, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra quanto realmente custa a compra de um imóvel de 300 mil reais, com 30% de entrada e 210 mil reais financiados, para serem pagos em 30 anos. O sistema de amortização utilizado foi a Tabela SAC.
 CET* de 10% ao anoCET* de 8,5% ao ano
Primeira prestaçãoR$ 2.206,74R$ 2.015,85
Juros da 1ª prestaçãoR$ 1.623,40R$ 1.432,51
Amortização** da 1ª prestaçãoR$ 583,33R$ 583,33
Juros pagos ao fim de 30 anosR$ 302.259,79R$ 258.568,71
Amortização paga ao fim de 30 anosR$ 210.000,00R$ 210.000,00
Montante total pago ao fim de 30 anosR$ 512.259,79R$ 468.568,71
(*) CET = Custo Efetivo Total, que inclui juros, seguros e outras eventuais taxas.
(**) Amortização = valor destinado ao pagamento do valor financiado
Fonte: Anefac
Financiar sai caro, mas tem vantagens
Usado com inteligência, o financiamento pode ser uma arma poderosa para quem deseja comprar um imóvel, principalmente se for o primeiro. Para quem vive de aluguel, o valor da parcela de um imóvel pronto para morar pode substituir o aluguel pago mensalmente. Agora, se o imóvel for comprado na planta, aluguel e prestação deverão se somar, o que tornará o processo tão pesado quanto poupar para comprar à vista.
Pode levar décadas para conseguir formar poupança suficiente para pagar um imóvel à vista. E para quem tem o sonho de comprar a casa própria e não gosta de morar de aluguel, a ideia de comprar o primeiro imóvel aos 50 ou 60 anos de idade não deve ser muito interessante. O fato de o financiamento proporcionar uma antecipação do consumo, neste caso, é uma tremenda vantagem.
Outro ponto positivo do financiamento é a possibilidade de “travar” o preço atual do imóvel, não ficando sujeito às oscilações do mercado. Se o imóvel desvalorizar, o comprador terá perdido a oportunidade de comprá-lo mais barato, mas se houver alta, ele estará protegido contra ela. Já para os poupadores, eventuais altas podem ser desastrosas, pois será preciso “correr atrás” da valorização com os seus investimentos.
O financiamento imobiliário também possibilita o uso dos recursos do seu FGTS, desde que você e o imóvel se enquadrem nas regras. Isso é tremendamente vantajoso, uma vez que a rentabilidade do fundo é de apenas 3% ao ano mais TR, perdendo de longe para a inflação. O FGTS praticamente só pode ser utilizado quando se financia ou se faz consórcio.
No primeiro caso, pode compor a entrada, amortizar ou pagar parcelas. Na compra à vista, a única forma de usar os recursos do fundo é se estes forem suficientes para quitar o imóvel, o que é mais difícil de acontecer. “O financiamento abre uma ótima oportunidade de usar o dinheiro do FGTS, desde que a compra ocorra dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Se o comprador tem um bom saldo, já é uma grande ajuda”, observa Letícia Camargo, CFP, planejadora financeira certificada pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).
Finalmente, para quem não tem muita disciplina para poupar – principalmente por um longo período de tempo – o financiamento força o comprador a destinar uma quantia para a casa própria todos os meses. “É quase como se fosse uma poupança forçada”, diz Letícia.
Poupar com inteligência é fundamental
Ocorre que, como já foi dito, financiamento é caro e faz com que você pague muito mais pelo bem adquirido. Além disso, em geral as instituições demandam um valor de entrada, nem que seja de 10%. Quanto maior a entrada, menos juros e outros acessórios você vai terá que pagar, e melhores condições de pagamento você vai conseguir.
Seja para pagar um imóvel à vista, seja para ter uma substancial quantia de entrada em mãos, seu planejamento de poupança deve levar alguns pontos em consideração. O primeiro é que financiamento tem restrições; poupança, em tese, não. As instituições financeiras só permitem que você comprometa de 20% a 30% da sua renda para pagar um financiamento imobiliário. Isso pode acabar limitando o valor do imóvel que você vai conseguir comprar.

Por outro lado, a poupança não tem essa restrição. Pode ser que, por algum motivo, você consiga poupar mais do que 30% da sua renda, o que vai dar um belo fôlego ao seu pé de meia. Assim, se sua intenção é apenas poupar para formar uma entrada, seu valor terá que ser suficiente para que a parcela do montante financiado caiba no seu bolso sem derrubar o padrão do imóvel desejado.
Portanto, a primeira coisa a se estabelecer é o montante que deve ser poupado. Quanto custa o imóvel desejado? De quanto terá que ser a entrada para que você consiga financiar o restante com a sua renda? Quanto custam as taxas referentes ao imóvel e os ajustes para torná-lo habitável?
O poupador deve se lembrar de que a compra do imóvel pressupõe custos como reformas, Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), escritura e registro. Se for um imóvel comprado na planta, pode haver outras taxas e certamente será preciso gastar até 20% do valor do imóvel com acabamento. Também pode haver a necessidade de comprar móveis e eletrodomésticos.
Em seguida, é preciso montar um orçamento no qual esteja incluído o objetivo de formar poupança para a compra do imóvel. Todos os meses o poupador deve destinar uma quantia a esse objetivo, mas não deve se descuidar de duas outras poupanças importantes: a reserva de emergência e a aposentadoria.
Essas quantias não devem ser misturadas. Ou seja, ao dar entrada em um imóvel, você não deve gastar todas as economias da sua vida. Precisa manter uma reserva de emergência de no mínimo três meses das suas despesas – especialistas recomendam de seis meses a um ano – e a poupança da aposentadoria.
O professor Fábio Gallo orienta o poupador a anotar todas as despesas e receitas líquidas, estipular um gasto máximo mensal para as despesas variáveis (como entretenimento, vestuário e presentes) e considerar não só uma base mensal, como também uma base anual.
“Saiba quanto você ganha e gasta por ano. Algumas receitas, como bônus e comissões, bem como algumas despesas, como IPVA e IPTU, são anuais”, explica. Para ele, o ideal é estipular também um prazo, para que haja disciplina.
E onde investir a quantia destinada ao imóvel? Como os preços dos imóveis podem continuar subindo, ainda que modestamente, é preciso se proteger contra essa alta, para poder comprar o imóvel do padrão desejado lá na frente. É fundamental se proteger pelo menos contra a inflação, pois os preços dos imóveis têm vencido os índices inflacionários mês a mês.
Fábio Gallo aconselha a investir em aplicações indexadas à inflação, como as Notas do Tesouro Nacional série-B (NTN-B), vendidas pelo Tesouro Direto. Esses produtos pagam uma taxa de juro acima da inflação. Você deve casar o prazo de vencimento do título com a data em que você vai precisar do dinheiro. No caso da NTN-B, vendê-la antes do prazo pode dar um rendimento inferior ao acordado no ato da compra, ou mesmo prejuízo.
O professor diz que é possível até optar por fundos imobiliários ou renda fixa pré-fixada. Mas desaconselha o investimento em ações, pois não são ativos necessariamente ligados ao desempenho da inflação e do mercado imobiliário. “É importante sempre acompanhar o rendimento do seu investimento e a evolução de preços no mercado onde está o tipo de imóvel desejado, para ir reavaliando o investimento”, alerta.
Fonte: Exame

Veja como fazer um quadro decorativo gastando muito pouco

A artista plástica Cristina Burdelis ensina o passo-a-passo para confeccionar um quadro usando guardanapos de papel

Você sabia que pode decorar suas paredes com quadros feitos por você mesma, usando sua criatividade e, melhor ainda, gastando muito pouco?
É possível decorar suas paredes com quadros de diversos tamanhos feitos por você mesmo (Fotos: Divulgação)
A artista plástica e arte-educadora Cristina Burdelis explica detalhadamente como fazer isso usando guardanapos decorativos de papel.
Veja que materiais são necessários e como fazer o processo, etapa por etapa, utilizando duas técnicas diferentes.
Acompanhe o passo-a-passo de cada uma:
Técnica 1 – Guardanapos decorativos sobre tela
Passo 1 – Em uma tela, caixa ou painel (30 cm X 30 cm), aplique uma demão de tinta acrílica para a tela na cor preferida;
Passo 2 - Após secagem de aproximadamente quatro horas, com o auxílio de um giz de lousa, faça a demarcação no local da aplicação do guardanapo e passe uma camada de cola branca;
Passo 3 - Aplique o guardanapo, delicadamente;
Passo 4 - Após secagem de 12 horas, passe outra camada de cola para a impermeabilização;
Passo a passo dos guardanapos decorativos sobre a tela
Passo 5 - Pinte os palitos que serão aplicados para delimitar a área;
Passo 6 - Com o pincel na posição horizontal, passe a tinta suavemente para causar um efeito pátina;
Passo 7 - Cole os palitos;
Passo 8 - Use sua criatividade na combinação de cores e elementos.
Passo a passo dos guardanapos decorativos sobre a tela
Técnica 2 – Guardanapo de papel e outros elementos aplicados à tela
Passo 1 - Recorte as laterais de uma bandeja de isopor;
Passo 2 - Aplique uma camada de termolina leitosa (é um impermeabilizante para tecidos, isopor e papel);
Passo 3 - Recorte o guardanapo e passe uma camada de tinta acrílica na cor desejada sobre a tela;
Passo 4 - Fixe-o delicadamente sobre a bandeja e aplique outra camada de termolina para a impermeabilização do guardanapo;
Passo 5 - Após a secagem, aplique cola artesanal para fixação;
Passo 6 - Separe a área a ser colorida com outra tonalidade com uma fita adesiva;
Passo 7 - Aplique a tinta criando um efeito “textura”;
Passo 8 - Retire a fita delicadamente;
Passo 9 - Fixe botões, sementes ou outros elementos para decorar.

Fonte: Zap Imóveis 

Designer dá dicas para conseguir conforto num pequeno imóvel

Canadense Graham Hill conta como conseguir amplitude para viver em metragens reduzidas


Morar em espaços reduzidos é uma prática diária de desapego. Não é possível acumular nada e tudo deve ser muito bem planejado. O designer canadense Graham Hill sabe bem disso. Ele mora em um apartamento de 39 m², em Nova York, onde guarda tudo o que precisa, hospeda amigos e ainda faz recepções para até dez pessoas. Como? Investindo em praticidade e desapego.
“As pessoas olham meu armário e ficam espantadas porque tenho apenas seis camisas. Elas sempre querem espaço para livros e sapatos”, afirma. "Todos nós podemos viver em imóveis pequenos. Adoro ter menos coisas para manter, pagar e limpar. Muita gente acredita que mais é melhor e, por isso, morar em metragens reduzidas se torna tão difícil”.
No apartamento de 39 m² do designer canadense Graham Hill, o centro da decoração permanece quase sempre vazio. Tática valoriza a circulação
Foto:  Divulgação
O imóvel do designer conta com diversas adaptações que garantem o conforto. Armários embutidos, cama e beliches retráteis, móveis multiuso e eletroportáteis são algumas das soluções usadas por Hill. Mas o destaque é o “armário-parede” que otimiza espaço e permite, quando necessário, criar locais individualizados. “Tudo deve ter um propósito. Não podemos usar mesas enormes em ambientes diminutos e esperar que funcione”, afirma. Tal percepção impulsionou-o a fundar, em 2009, a consultora “Life Edited” (Vida Editada, em português) – com o objetivo de atender empresas do segmento imobiliário.
Graham Hill se prepara agora para finalizar a consultoria do empreendimento VN Quatá, da Vitacon, localizado na Vila Olímpia, em São Paulo. O prédio conta com 53 apartamentos – de áreas entre 19 m² e 25 m² - e tem como público-alvo estudantes e jovens executivos.
“Imóveis desta metragem estão em alta e vêm sendo muito procurados por solteiros, jovens e até casais sem filhos. Nossa proposta é oferecer estúdios práticos, compactos e muito versáteis. O investimento deve variar entre R$ 250 mil e R$ 350 mil”, afirma Alexandre Lafer Frankel, dono da incorporadora e construtora.
Quer saber mais truques do designer canadense e caprichar na montagem do seu imóvel? Confira abaixo.
1 - Deixe visível apenas o que estiver em uso
Ambientes de metragens reduzidas parecerão maiores quanto menos visualmente poluídos estiverem. Assim, a alternativa indicada pelo designer é esconder peças em desuso. A cama é um dos elementos que pode sumir durante o dia. Para escondê-la e liberar mais espaço, o ideal é apostar em modelos de parede ou até um sofá-cama. “O principal erro ao organizar um imóvel pequeno é tentar viver como se ele fosse grande. Não é adequado ter a mesma quantidade de móveis e equipamentos”, diz Hill.
Dois beliches podem ser incluídos na decoração quando necessário. A proposta de 'guardar' as camas ajuda a economizar espaço
Foto:  Divulgação
2 - Aposte em móveis multiuso
Nada melhor do que abusar de peças versáteis e resolver os problemas de amplitude. O designer canadense investe nesse tipo de mobiliário em seu próprio apartamento - e garante ser a melhor alternativa em locais reduzidos. “Uma prateleira bem adaptada consegue, por exemplo, ser usada como mesa, balcão de café ou ainda em local para o jantar. Dessa maneira, é possível conseguir três peças em uma”, afirma.
3 - Aproveite todos os espaços
Outra saída para ganhar amplitude é trabalhar com 100% de aproveitamento. O que significa usar até mesmo os espaços verticais do ambiente. Hill apostou nesta ideia e incluiu armários embutidos até o teto no apartamento nova-iorquino. “Procuro manter o centro do flat livre de peças decorativas, o que aumenta a sensação de amplitude”, diz. “O forro dos imóveis também pode ser aproveitado e isso permite guardar o dobro de elementos.”
Até mesmo uma bicicleta coube na metragem reduzida. A parede móvel foi adaptada para receber armários embutidos
Foto:  Divulgação
4 - Abuse do mobiliário embutido
Segundo Graham Hill, as peças de imóveis pequenos devem se encaixar para nenhum ambiente perder espaço. A saída mais recomendada, na maioria dos casos, é apostar nos embutidos. “O melhor ainda é combinar estes modelos com peças de tamanho reduzido”, afirma.
Nada de excesso. O designer usa apenas itens necessários e investe na praticidade ao organizar a cozinha
Foto:  Divulgação
5 - Tenha somente o necessário
Nada de acúmulo, afinal não há possibilidade. Elementos com pouco uso – eletrônicos e utensílios de cozinha, por exemplo – podem atrapalhar a circulação e devem ser substituídos ou descartados. “Viver em espaços pequenos ajuda a descobrir o que realmente importa em nossas vidas. Após a arrumação, todo o restante será de extrema utilidade e terá muito significado”, diz.
6 - Valorize os ambientes importantes
O designer canadense ressalta a importância de adequar a arrumação ao estilo de vida do morador. Pessoas solteiras, na maioria das vezes, não recebem mais do que dez convidados nas refeições. E, segundo ele, isso permite dispensar a sala de jantar. “Muitas famílias também fogem deste perfil e comem no sofá ou na mesa da cozinha. Logo, não há motivo para haver uma sala de jantar”, afirma Hill.
O designer canadense ressalta a importância de adequar a arrumação ao estilo de vida do morador. Pessoas solteiras, na maioria das vezes, não recebem mais do que dez convidados nas refeições. E, segundo ele, isso permite dispensar a sala de jantar. “Muitas famílias também fogem deste perfil e comem no sofá ou na mesa da cozinha. Logo, não há motivo para haver uma sala de jantar”, afirma Hill.

7 - Atenção ao tamanho do mobiliário
Usar o recurso dos móveis sob medida é mais um trunfo para ganhar espaço. Graham Hill conta que nem sempre as peças de apartamentos grandes são adequadas a metragens reduzidas. A adaptação, no entanto, apresenta custos elevados. “As pessoas devem entender que todos os elementos são importantes ao decorar um imóvel pequeno. É melhor não ter um móvel do que investir em uma escolha errada”, diz.
8 - Use equipamentos práticos na cozinha
Refeições deliciosas podem surgir de cozinhas pequenas. O importante é haver praticidade. Uma saída interessante é abusar de aparelhos portáteis e de tamanhos diminutos. Fogões podem ser substituídos, por exemplo, por cooktops e fornos elétricos. “Quem cozinha pouco em casa não precisa de uma cozinha repleta de equipamentos convencionais. Gosto de usar elementos que sejam guardados em gavetas quando desligados”, afirma Hill.

Fonte: O Dia 

Onde morar: cidades no mundo com melhor qualidade de vida

 Resultado de estudo apresentado ontem (29) pela Economist Intelligence Unit e aqui no Brasil divulgado pela Exame.com mostra as 25 principais cidade no mundo em que pode-se ter melhor qualidade de vida. 

Para compor o ranking, a Economist Intelligence Unit avaliou mais de 30 critérios divididos em cinco categorias: estabilidade, saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura. As cidades receberam notas de 0 a 100. 

Causa estranheza não aparecer nesta lista nenhuma cidade dos Estados Unidos e poucas da Europa, locais que para a maioria das pessoas do mundo estariam as melhores condições. 

Veja lista completa:

1° - Melbourne, Austrália
2° - Viena, Áustria
3° - Vancouver, Canadá
4° - Toronto, Canadá
5° - Calgary, Canadá
6° - Adelaide, Austrália
7° - Sydney, Austrália 
8° - Helsinki, Finlândia
9° - Perth, Austrália
10° - Auckland, Nova Zelândia
11° - Zurique, Suíça
12° - Genebra, Suíça
13° - Osaka, Japão
14° - Estocolmo, Suécia
15° - Hamburgo, Alemanha
16° - Montreal, Canadá
17° - Paris, França
18° - Tóquio, Japão
19° - Frankfurt, Alemanha
20° - Brisbane, Austrália
21° - Berlim, Alemanhã
22° - Copenhagen, Dinamarca
23° - Wellington, Nova Zelândia
24° - Oslo, Noruega
25° - Luxemburgo, Luxemburgo

Fonte: Imóvel Class