terça-feira, 3 de setembro de 2013

Saiba cuidados para adquirir imóveis retomados pelos bancos

É necessário bastante cautela para comprar unidades retomadas


 Imóveis retomados pelos bancos podem interessar a quem tem planos de comprar a casa própria com orçamento mais enxuto. Essas propriedades vão à leilão com preços reduzidos quando o mutuário que financiava a moradia se torna inadimplente. Após o término da negociação entre o banco e o cliente, a instituição financeira pode recuperar o valor não pago pelo devedor por meio dos leilões, da concorrência pública ou da venda direta.
Para avaliar os editais abertos para adquirir sua casa, pode entrar no site da Caixa
Foto:  Reprodução Internet
Nas duas primeiras opções, a unidade é vendida para quem fizer a melhor oferta em leilão ou em envelope fechado, segundo critérios da instituição. No Banco do Brasil e no Bradesco, a relação de imóveis em leilão fica disponível no site, junto dos contatos e endereço do leiloeiro. Já no Itaú, os pregões são feitos online no portal www.itau.com.br/leiloes-imoveis.
A modalidade de venda direta só ocorre quando a propriedade não recebe propostas nos leilões e na fase de concorrência pública. Então, é arrematada pelo valor da primeira oferta, desde que seja igual ou superior ao preço mínimo fixado no edital.
Até o mês de agosto deste ano, a Caixa Econômica Federal já comercializou 444 propriedades nesses termos, só no Estado do Rio. Na região, ainda há muitas disponíveis, mas só 22 estão desocupadas.

É preciso ter cuidado

O leilão e a concorrência púvlica de imóveis exigem atenção na avaliação da oferta. A primeira preocupação é constatar se o imóvel avaliado está ocupado ou não. De acordo com o advogado especialista Sérgio Sender, é obrigatório que a informação esteja no edital juntamente com as demais condições de aquisição.
Ainda assim, é recomendável que o futuro proprietário vá até o local e verifique se o ambiente é habitável e se ainda há alguém ocupando. Caso tenha, é preciso estar preparado para eventuais dores de cabeça com discussões na Justiça, alerta o advogado Kléber Zanchim. “Além do montante separado para a compra do imóvel, é necessário fazer reserva para os gastos com eventual representação jurídica”, afirma.

Fonte: O Dia 

Confira como construir varandas em apartamentos antigos

Técnica do 'retrofit' ajuda a modernizar os imóveis, indo da troca total da hidráulica à fachada


Varandas de 41 m² foram incluídas no imóvel construído na década de 1970
Foto:  Divulgação

Quem não conhece o bairro do Itaim, em São Paulo, pode até imaginar que o edifício Rio Novo, na rua Dr. Renato Paes de Barros, sempre teve varandas. No entanto, a fachada é nova. Resultado de uma reforma, a ser concluída em setembro, que acrescentará mais 41 m² a cada um dos 34 apartamentos de 250 m². A técnica conhecida como “retrofit” (retro, do latim, movimentar-se para trás e fit, do inglês, ajuste) moderniza as construções, sem alterar a estrutura principal, atendendo às exigências de mercado.
“A medida combate a desvalorização do patrimônio. Uma reforma que custe R$ 5 mil para cada condômino pode valorizar o imóvelem cerca de R$ 50 mil”, afirma Angélica Arbex, gerente da Lello Condomínios. “Tenho um caso em que a nova roupagem triplicou o valor do imóvel”, conta o arquiteto Roberto Candusso, responsável por inúmeras obras desse tipo na cidade.
Entre os itens mais pedidos no retrofit estão a mudança da fachada, a inclusão de sistemas de segurança e a modernização de instalações elétricas e hidráulicas, que trazem maior qualidade de moradia aos condôminos e rejuvenescem os empreendimentos de 15 a 20 anos. Caso do edifício Rio Novo, construído na década de 70. “Após a reforma, o prédio ficou mais moderno e com mais área útil”, diz o engenheiro Danilo Ventoja Peres, da Addvent Engenharia, responsável pela consultoria técnica do projeto, que teve arquitetura assinada pelo escritório Pax.
Mas, como toda reforma, o retrofit deve ser bem planejado, mesmo sem afetar a estrutura principal. Segundo especialistas, o ideal é fazer análises técnicas rigorosas e certificar-se de que o edifício realmente aguenta possíveis sobrecargas. “Aproveite para substituir tubulações antigas e individualizar alguns sistemas, como o hidráulico”, diz Raquel Tomasini, engenheira da Lello Condomínios. “Infiltrações e outros problemas estruturais causados pela ação do tempo também podem ser resolvidos nesse momento”, completa Candusso, que tem eu seu portfólio, entre outras, a reforma do edifício Marambaia, em Cerqueira César, cuja fachada foi completamente modificada, com direito a sacada de 40 m². Outro projeto de “retrofit” que está chamando a atenção de quem passa pela região é o edifício VN Alameda Campinas, da Vitacon. A reforma no imóvel com 30 apartamentos de 48 m² a 116 m² incluirá a mudança de pisos, janelas e fachada, tendo previsão de entrega para até 12 meses.
A reforma no prédio Marambaia também incluiu a inserção de terraços. Os apartamentos ganharam 40 m² de área útil
Foto:  Divulgação
Esse tipo de obra, no entanto, apresenta complicações administrativas, pois exige 100% de aprovação dos condôminos (caso o imóvel não tenha apenas um dono) em assembleia. Além disso, é necessária a consulta de plantas antigas dos apartamentos, aprovação da prefeitura e, em casos de acréscimo na área construída, adequações ao plano diretor da cidade. Fora o impacto nas taxas de condomínios – cujos valores altos, na maioria das vezes, se justificam pela redução a longo prazo do custo de manutenção das instalações e aparelhos antigos. “Esse modelo de obra vale quando o aluguel do empreendimento tem perspectiva de aumentar. A região da avenida Paulista é um destes casos, uma vez que o aluguel triplicou nos últimos anos”, diz Adriano Sartori, diretor do departamento de locação da consultoria imobiliária multinacional CB Richard Ellis (CBRE).
Imóveis antigos localizados em regiões valorizadas da cidade, como Jardins, Higienópolis, Perdizes e Centro são alvo certo para “retrofit”, que têm ganhado apoio da própria prefeitura. Lançado em 2010, o programa Renova Centro, tem como objetivo revitalizar a região com a modernização de 43 imóveis (já selecionados) e a criação de 2,5 mil unidades habitacionais. Hoje, dois imóveis estão em obras – na av. São João e na rua Asdrubal do Nascimento – nos quais devem ser criadas 84 unidades habitacionais. Além disso, três edifícios adquiridos pela prefeitura aguardam a aprovação do projeto, somando no futuro outras 327 moradias. Já foram investidos aproximadamente R$ 37 milhões no programa, sendo R$ 27,5 mi utilizados na aquisição dos imóveis.

Fonte: O Dia 


Cores, soluções práticas e integração criam ambientação descolada em imóvel de jovem solteiro

Elementos que remetem a Londres, onde o morador viveu por um tempo, dão a tônica em apartamento com 70 metros quadrados


Cores, soluções práticas e integração criam ambientação descolada em imóvel de jovem solteiro Omar Freitas/Agencia RBS
Entregue no fim do ano passado pela construtora, o projeto da área social (acima) ficou pronto em fevereiroFoto: Omar Freitas / Agencia RBS
Dono de um apartamento no bairro Petrópolis, na Capital, o jovem morador deste imóvel queria reproduzir em casa um pouco da vibração de onde viveu durante um recente período: a cosmopolita Londres. Para isso, a ambientação do living e da cozinha integrada de 23 metros quadrados é instigante, repleta de informação e cor. Tudo em sintonia com a personalidade extrovertida e sociável do administrador e proprietário deste imóvel de dois dormitórios com 70 metros quadrados.
– Ele pediu um projeto que aproveitasse o máximo possível da área, com decoração moderna, em azul e amarela. Além disso, solicitou também praticidade, já que mora sozinho e adora receber os amigos para churrascos – afirma o designer de interiores Claudio Gros, autor do projeto, ao lado do arquiteto Mauricio Tarragô, do escritório Mauricio Tarragô & Claudio Gros Arquitetura.
Com excelente orientação solar - Norte, - o living do apartamento, bem como os dois quartos, recebem o sol da manhã
Foto: Omar Freitas/Agencia RBS


O toque de aconchego está presente no sofá retrátil em camurça cinza e no painel e bancada da cozinha em madeira de demolição.
– Usei a madeira para dar uma quebrada neste clima e porque é um material aconchegante, mas que casa bem com a ambientação, sem parecer um móvel antigo, gerando contraste – afirma.
Para não ficar cansativo, os pontos de cor entraram em alguns detalhes, como no móvel inferior do painel da TV em laca amarela alto-brilho e na poltrona em veludo azul que imita jeans. Além disso, as tonalidades intensas comparecem também em outros elementos e objetos, como almofadas, papel de parede, luminárias da bancada e pôsteres, quase todos comprados pela internet, numa busca conjunta entre proprietário e profissional.
Para isso, a base permaneceu neutra: paredes em tinta bege fosca e piso em porcelanato no mesmo tom.
– Ele encontrava as peças pela internet e mandava para mim para saber se funcionariam no projeto. Todas estas compras funcionaram,chegando muito bem embaladas e dentro do prazo de entrega estabelecido – finaliza o autor.
Fonte: Zero Hora 

Minha Casa Melhor bateu R$ 1 bilhão em crédito

 Beneficiários do Minha Casa Melhor já retiraram cerca de R$ 1 bilhão em crédito desde o lançamento do programa, em junho deste ano, informou hoje (2/09) a presidenta Dilma Rousseff.

O Minha Casa Melhor faz parte do Programa Minha Casa, Minha Vida e é fornecido para que sejam comprados móveis e eletrodomésticos. Cada beneficiário pode pedir um cartão para financiar até R$ 5 mil, com taxa de juros de 5% ao ano e prazo de até 48 meses para pagar. Todos os produtos da lista têm limite individual de preço, variando de R$ 300, para mesa com cadeiras, a R$ 1.400, para TV digital. As famílias têm prazo de um ano para fazer as compras.

A presidenta ressaltou, durante o anúncio dos números no Café com a Presidenta, sobre a importância de as famílias decidirem sobre a necessidade de produtos para mobiliar a casa e de pesquisarem os melhores preços.

Na lista de itens que podem ser adquiridos com a linha especial de crédito constam geladeira, fogão, lavadora de roupas automática, computador, TV digital, guarda-roupa, cama de casal e de solteiro, mesa com cadeiras e sofá. O governo e o banco estudam agora incluir forno micro-ondas e armário de cozinha. 

Fonte: Imóvel Class

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Construtoras usam moda dos 'outlets' para liquidar imóveis

A moda dos outlets, mais conhecidos para artigos de roupas e calçados, chegou também ao mercado de imóveis.
Segundo Rodrigo Resende, diretor de marketing da construtora MRV Engenharia, o termo é uma "tendência". Ele diz, no entanto, que, na prática, os outlets não se diferem de outras estratégias de venda das construtoras --como megastores, showrooms e feirões-- para desovar estoques.
Na última terça-feira (27), a incorporadora e construtora Rossi promoveu um outlet on-line de venda de imóveis.
A partir de uma ferramenta do Google chamada "Hangout", um apresentador, clientes e representantes regionais da empresa interagiram, ao vivo, por voz, vídeo e chat no canal oficial da construtora no YouTube.
O "Outlet Digital Rossi" teve duração de aproximadamente uma hora e, segundo estimativa da incorporadora, mais de 10 mil pessoas acompanharam o programa. Os descontos ficaram em torno de 35%.
Marcelo Dadian, diretor de marketing nacional da Rossi, conta que o outlet da construtora oferece "unidades de andares mais baixo, talvez uma vista menos privilegiada e uma luminosidade não tão boa ou menos vagas de garagem". Segundo ele, essas características são compensadas pelos descontos.
"É como em outlets de roupas: não é o último modelo, mas é de grife", compara.
A MRV Engenharia também tem um outlet virtual, que deve durar até o final de agosto.
No site da construtura, 200 corretores on-line estão disponíveis 24h para consulta. O interessado pode fazer uma simulação de compra e agendar uma visita com corretores espalhados pelo país destinados a atender exclusivamente clientes virtuais.
Desde junho, a MRV também usa o Facebook para negociar unidades. Segundo Rodrigo Resende, 35% das vendas da MRV são feitas pela internet.
EXPERIÊNCIA
Anthony Selman, diretor de varejo para a América Latina da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, diz não acreditar que outlets virtuais possam desbancar as "vendas físicas".
"A internet é um canal adicional. A experiência de ir a um outlet é única e acredito que o brasileiro vá gostar".
Ele explica que na configuração tradicional (com lojas físicas), os outlets costumam ser construídos fora do centro das cidades, porque o aluguel é mais barato e os espaços com menor acabamento também contribuem para baratear a operação.
Embora ainda tímidos no Brasil, Selman prevê que nos próximos cinco anos uma média de dez novos outlets surjam no país.
GARANTIAS
Mesmo no caso de vendas pela internet, a supervisora de habitação do Procon-SP, Renata Reis, diz ser essencial se inteirar do projeto ou visitar o imóvel antes de fechar o contrato.
"É importante verificar as condições do local ou se o imóvel tem garantia para vícios estruturais, que é de cinco anos", diz.
Em caso de defeitos, ela já recomenda pedir à construtora reparos ou abatimento do preço.
Reis adverte ainda para outros cuidados antes de assinar o contrato de compra de um imóvel. Entre eles, solicitar o memorial descritivo da unidade e verificar, em caso de parcelamento, se seu perfil se encaixa no exigido para o crédito pelo banco.
Em feirões, é comum também a cobrança de taxas como corretagem e assessoria imobiliária. Renata Reis explica que essas taxas não podem ser impostas ao cliente e que a taxa de interveniência (cobrada quando o empréstimo não é feito pelo banco indicado pela construtora) pode configurar prática ilegal de venda casada.
Divulgação
Enseada, empreendimento da construtora Rossi no litoral de SP, foi umas das ofertas de 'outlet'
Enseada, empreendimento da construtora Rossi no litoral de SP, foi umas das ofertas de 'outlet'

Fonte: Folha de S. Paulo 

Lareiras driblam falta de espaço e tempo de instalação em casa

O inverno vai embora neste mês, sem necessariamente levar as temperaturas baixas com ele. Segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), massas de ar frio podem ocorrer no centro-sul do país até outubro.
Um sinal de vida mais longa às lareiras, que aquecem e dão charme à casa. E para aproveitar já, há uma série de opções para diferentes configurações de casa e bolsos.

Os modelos elétricos e a álcool são as melhores opções para quem está com pressa e não tem muito espaço. A instalação é imediata e é possível transportá-los.
Os equipamentos elétricos são ligados na tomada e desapontam quem espera ver fogo. A peça funciona como um aquecedor, sem chama.
No modelo alimentado por fluido, é possível usar álcool ou uma composição extraída de cereais, que não agride o ambiente. Dependendo do reservatório, será preciso abastecer mais vezes. Cada litro dura cerca de duas horas.
Karime Xavier/Folhapress
A psicóloga Nancy Saad optou por uma lareira ecológica
A psicóloga Nancy Saad optou por uma lareira ecológica
A psicóloga Nancy Marcondes Machado Saad, 53, comprou uma lareira ecológica, da Ecofireplaces, que costuma levar para a casa de praia no inverno. "A peça é prática. Veio em uma sacola. Levo para onde quiser."
O romantismo da lareira a lenha é mais restrito e exige cuidados. É preciso ter uma chaminé, queimar madeira -o que não é considerado ecológico- e lidar com a fumaça e a fuligem.
As lareiras a gás precisam de botijão ou tubulação para produzir labaredas que surgem sobre pedras vulcânicas ou imitação de lenha. Também exigem mão de obra especializada na instalação.

Fonte: Folha de S. Paulo 

Economia no condomínio não depende só do síndico

O valor da taxa condominial varia de acordo com fatores que envolvem os moradores: inadimplência, uso de água e luz, contratações e manutenção do imóvel influenciam a tarifa

Antônio More/ Gazeta do Povo / Moradores do Città di Firenze decidiram profissionalizar a administração para reduzir custos: o novo síndico, Leonardo Oliveira, debate com Radames Bonafini e Joice Ruthes as mudanças na administra-ção do prédio
Moradores do Città di Firenze decidiram profissionalizar a administração para reduzir custos: o novo síndico, Leonardo Oliveira, debate com Radames Bonafini e Joice Ruthes as mudanças na administra-ção do prédio

Entre as várias contas mensais a pagar pela manutenção de uma moradia, a taxa condominial é dos itens que mais pesa no bolso dos moradores de edifícios. Para não levar sustos, já que o valor muda de acordo com as despesas do condomínio, é bom ficar atento às decisões administrativas e conhecer os fatores que compõem a taxa. Ela supre os gastos coletivos, como salários de funcionários e seus encargos sociais, despesas de manutenção do imóvel, energia, água e esgoto, entre outros.

“Para entender como a tarifa é composta, o morador deve acompanhar o funcionamento do condomínio e seu dia a dia”, comenta Marcelo Borba, gerente comercial de condomínios da Auxiliadora Predial.
Ele lembra que é nas assembléias que se faz a aprovação do orçamento. “O síndico faz a previsão orçamentária e um possível reajuste pode passar por votação. Por isso é essencial participar”, salienta.
Só reclamar da tarifa alta, portanto, não adianta. É preciso estar presente e ter voz ativa. “Todas as despesas e investimentos que formam a taxa de condomínio, em sua grande maioria, são aprovadas em assembleia”, diz a advogada Vanessa Ponciano, especialista em direito imobiliário.
Prestação de contas
Além de acompanhar assembleias e reuniões, o morador deve observar os gastos descritos no boleto do condomínio assim que receber o documento. “Se há dúvida sobre valores que estão sendo cobrados, o condômino poderá solicitar cópia da pasta de prestação de contas para verificação. Todas as contas podem ser contestadas enquanto não forem aprovadas em assembleia”, comenta a advogada.
As contas e os balancetes têm de estar à disposição dos moradores. “A saúde financeira dos condomínios é essencial. A forma de gestão é comparada à das empresas, pois há funcionários, valores que entram no caixa, investimentos que devem ser feitos e gastos corriqueiros”, comenta o síndico profissional Leonardo Oliveira, da administradora Manager.
Previsão
Segundo Oliveira, o planejamento e a previsão orçamentária têm de ser feitos – mas muitos condomínios não colocam em prática esse mandamento básico, acarretando futuras dores de cabeça para os moradores. “Um exemplo é o 13º salário dos funcionários. É uma que despesa pode ser cobrada ao longo do ano todo, dissolvida em doze meses, e não apenas no mês de pagamento, porque nesse caso o condômino vai ficar sobrecarregado”, explica o profissional.
O ideal, indica Oliveira, é que o síndico preveja os custos e trabalhe com a modalidade de pagamento antecipado. “Em vez de esperar o gasto do mês e só então fazer o rateio, é melhor ter a previsão e fazer a divisão entre as unidades do condomínio para obter o montante para os pagamentos o quanto antes”, explica.
O síndico e administrador que conhece o condomínio pode prever o que será gasto e não vai arrecadar menos do que o necessário. “Se o valor ficar um pouco acima do gasto real, não há problema, porque o restante ficará no caixa do condomínio e poderá ser usado para despesas extraordinárias”, acrescenta Leonardo Oliveira.
Decisão
Profissionalização aprovada por moradores acerta as contas de edifício
O maior problema para os condôminos do edifício Citta Di Firenze era a grande variação do valor cobrado mensalmente no boleto da taxa condominial. A tarifa variava de R$ 200 a R$ 300. “O que nos incomodava é que a cada mês não sabíamos quanto teríamos que pagar, pois havia alteração de até 50% de um boleto para o outro. Não existia regularidade”, comenta uma das moradoras, Joice Ruthes.
O empresário Radames Bonafini, que também mora no Citta, pediu para ver os balancetes do condomínio. “Como a função de síndico acabava sendo escolhida por amizade e nem sempre quem é eleito tem experiência no assunto, vimos que havia problemas naquela gestão, como regularidade na gestão e revisão de contratos com os fornecedores”, aponta Bonafini.
Os moradores sugeriram, então, que a gestão passasse para uma empresa administradora. “Indicamos a profissionalização e a ideia foi aceita por unanimidade em assembleia”, conta o empresário.
Há cerca de quatro meses, quem assumiu a gestão do condomínio foi Leonardo Oliveira, síndico profissional da Manager, empresa administradora de condomínios. Para diminuir custos e evitar as variações mensais, Oliveira está revendo contratos com fornecedores, de forma a garantir que os valores estão de acordo com o que é praticado no mercado. Além disso, Oliveira programa manutenções constantes no prédio. “A revisão mensal do elevador, por exemplo, sai mais barata do que se precisasse trocar uma peça”, aponta.
Até 50%
Era a variação de valores cobrados mensalmente na taxa de condomínio do edifício Citta di Firenze, em Curitiba. Os moradores pagavam entre R$ 200 e R$ 330 e nunca sabiam qual seria a tarifa do próximo mês, por isso, decidiram contratar síndico profissional.
Hora de agir
O que fazer quando o valor do condomínio está alto:
• Controlar a inadimplência com uma cobrança administrativa e jurídica atuante: o atraso de alguns aumenta o custo para os condôminos que pagam em dia;
• Fazer parcerias: os síndicos dos prédios de uma mesma rua podem se reunir e contratar a mesma empresa para manutenção periódica dos elevadores, pois com mais trabalho, é possível barganhar o preço do serviço;
• Controlar a rotatividade da mão de obra: contratações e demissões de funcionários podem gerar ações trabalhistas e as indenizações encarecem o custo;
• Controle no número de funcionários: com a devida verificação das horas extras por eles trabalhadas;
• Profissionalização: a redução de custos pode ser feita por uma boa administradora de condomínios que aplicará regras financeiras saudáveis, visando manter a segurança e equilíbrio do prédio, ou síndico profissional.
Fontes: Vanessa Ponciano, advogada, e Sérgio Craveiro, síndico profissional.

Fonte: Gazeta do Povo